Pular para o conteúdo principal

Tudo sobre sorvete: entenda suas características e como produzir


O país é um dos que mais consomem essa iguaria no mundo. De acordo a Associação Brasileira das Indústrias de Sorvetes (Abis), o brasileiro consome de seis a oito litros de sorvete por ano. 


O sorvete é um dos elementos indispensáveis para curtir o verão no Brasil. E com isso há uma tendência de que o mercado de sorveterias esteja em constante crescimento no nosso país. 


A seguir, conheça um pouco mais sobre essa iguaria.



O que é o sorvete?


Segundo a RDC N ° 266 que aprova o regulamento técnico para gelados comestíveis e preparados para gelados comestíveis, os sorvetes são produtos congelados obtidos a partir de uma emulsão de gorduras e proteínas; ou de uma mistura de água e açúcares. Podendo-se incluir outros ingredientes, desde que não descaracterizem o produto.



Quais os tipos de sorvete?


Conforme a Portaria N º 379, de 26 de abril de 1999, eles podem ser classificados quanto a composição básica em:

  • Sorvetes de creme: elaborados com leite e ou derivados lácteos e ou gorduras comestíveis;

  • Sorvetes de leite: elaborados com leite e ou derivados lácteos;

  • Sherbets: elaborados com leite e ou derivados lácteos e ou outras matérias primas alimentares e que contém apenas uma pequena proporção de gorduras e proteínas as quais podem ser total ou parcialmente de origem não láctea;

  • Gelados de frutas ou Sorbets: feitos com polpas, sucos ou pedaços de frutas e açúcares;

  • Gelados: feitos com açúcares, podendo ou não conter polpas, sucos, pedaços de frutas e outras matérias primas.

Sendo que todos podem ter a adição de outros ingredientes alimentares.

Outra classificação é quanto ao processo de fabricação e apresentação, o qual se segmenta em:

  • Sorvetes de massa ou cremosos: que são misturas homogêneas ou não de ingredientes alimentares, batidas e resfriadas até o congelamento, resultando em massa aerada;

  • Picolés: são porções individuais de sorvetes, obtidas pelo congelamento da mistura homogênea ou não, de ingredientes alimentares, com ou sem batimento.



Como é feito o sorvete?


  1. Seleção e pesagem dos insumos: essa etapa consiste na higienização, seleção e pesagem dos ingredientes. Atentando que antes de começar o preparo é importante que o ambiente e os equipamentos estejam higienizados. Por isso deve-se atentar às boas práticas de fabricação.


  1. Preparação da mistura e pasteurização: os ingredientes são misturados e a calda passa pelo processo de pasteurização. Esta etapa irá garantir a conservação do alimento. Pela legislação é necessária a pasteurização de caldas que contêm leite ou ovos. 


  1. Homogeneização: esta etapa consiste em reduzir e uniformizar as partículas de gordura. Ao final a calda fica com a textura mais suave e com mais corpo, além de conseguir reduzir a velocidade de derretimento do sorvete. 


  1. Resfriamento: tem o objetivo de evitar o crescimento de microrganismos.


  1. Maturação: esta etapa consiste em manter a mistura em temperatura de 4ºC ou inferior, num período de 4 a 12 horas, ou no máximo 24h, sob agitação lenta e constante.


  1. Congelamento: A mistura é agitada e congelada para incorporar ar e evitar a formação de cristais de gelo.


  1. Envase


  1. Armazenamento: a armazenagem do sorvete pronto deve ser feita em condições adequadas para que não perca qualidade. O freezer de armazenamento deve estar em temperatura igual ou inferior a -18ºC.



Gostaria de iniciar na área dos sorvetes? Já produz sorvetes e quer melhorar algum aspecto dos seus produtos?

Então, entre em contato conosco! A ENGAJ pode te ajudar!


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Como iniciar no ramo alimentício?

  É de conhecimento geral que o ramo da alimentação cresce a cada dia. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA), em 2024, a indústria de alimentos e bebidas foi responsável por 10,8% do PIB nacional, produzindo 283 milhões de toneladas desses produtos e gerando mais de 10 milhões de empregos. Levando em conta o cenário nacional, internacional e as tendências do mercado, separamos aqui algumas dicas para quem quer iniciar no ramo alimentício. 1. Conheça seu público e defina um nicho Antes de pular de cabeça no ramo, avalie o tipo de cliente que você quer atender. Famílias tradicionais? Público vegano? Jovens que buscam praticidade no dia a dia? Também defina seu nicho de atuação, seja um restaurante, delivery, food truck, entre várias opções, definir sua área de atuação ajudará na escolha do cardápio, embalagem, linguagem da marca e até na localização do seu negócio. 2. Invista na regularização do seu negócio Mesmo começando pequeno, um negócio no ramo alimen...

O que não pode faltar em uma empresa de alimentos?

      A busca pelo ambiente de trabalho saudável e produtivo é atualmente uma das pautas mais debatidas nos estabelecimentos e empresas das mais diversas áreas, principalmente no ramo alimentício. Entretanto, o acesso a esse conhecimento é limitado e não instrutivo e, aqueles que buscam se aprimorar para atingir um público alvo maior, desejam garantir a confiança do consumidor enquanto asseguram a segurança de seus produtos. Quer saber o que não pode faltar dentro da sua empresa? Hoje estamos trazendo essas informações valiosas e necessárias para empreendedores que buscam conquistar e fidelizar seus clientes. Podemos começar listando os assuntos que iremos abordar: Legislações importantes; Manual BPF e POPs; Fluxograma de produção. Quando pensamos em legislações, nos vem uma gama alta de possibilidades, como legislações para qualidade da empresa, logística, embalagens de produtos e uso de aditivos, tendo isso em mente, a consultoria de legislações é indispensáve...

Quais os principais problemas em não ter rótulo e tabela nutricional?

Quando falamos sobre rótulos e tabela nutricional, nos vem na mente a pergunta:  Qual a importância para o consumidor de um determinado produto, saber o que são aquelas informações contidas na embalagem?  Para nós, futuros engenheiros de alimentos, a resposta é simples: As informações mostradas por meio do rótulo e tabela nutricional  é uma forma de sabermos como aquele alimento foi produzido e se ele chegou para os consumidores da forma correta.  A indústria deve, de forma clara e coesa, trazer essas informações completas fazendo com que o consumidor as entenda e saiba interpretá-las.  E para a indústria, quais as desvantagens de não ter uma rotulagem? Se ficou curioso, continue por aqui pois listamos todos os motivos! Para os produtores, a rotulagem e a tabela nutricional são meios de conquistar e assegurar os consumidores por meio de informações.  A ausência destes nos produtos alimentícios é um problema sério que afeta a saúde e o bem-estar dos consumid...